Lula volta a vencer, a Provedora entra no caso da PSP e o défice do Estado sobe a 2,8%

Sabemos Studio27/10/20263 min de leituraAnálises

Lula reverteu uma desvantagem de 2,2 milhões de votos e venceu a segunda volta no Brasil. Em Portugal, a Provedora de Justiça pediu documentos à PSP sobre as cargas policiais e o CFP avisa que o défice da Administração Central será o mais alto desde 2017. O dia em três frentes, com imagens e vídeos.

Brasil: a reviravolta de Lula

Lula da Silva venceu a segunda volta das presidenciais brasileiras, depois de ter terminado a primeira volta 2,2 milhões de votos atrás de Flávio Bolsonaro. Na segunda volta conquistou mais 10,3 milhões de votos, contra 3,7 milhões do adversário — a reviravolta que decidiu a eleição.

O presidente eleito prometeu "governar para 215 milhões" de brasileiros. Flávio Bolsonaro contesta o resultado.

Lula
Lula após a vitória. Foto: RTP

Os números do dia

votos de Lula+10,3 Mna 2.ª volta, contra +3,7 M do adversário
desvantagem inicial2,2 Mno fim da 1.ª volta
défice do Estado2,8%do PIB em 2027, o mais alto desde 2017
investigações à PSP2IGAI e PGR, além do pedido da Provedora

Habitação: a Provedora pede documentos à PSP

A Provedora de Justiça pediu à direção nacional da PSP "um conjunto de informações e documentos sobre as operações policiais" da madrugada de domingo, em Lisboa e no Porto.

A Inspeção-Geral da Administração Interna já abriu uma investigação à atuação da PSP na madrugada de sábado, nas duas cidades, e a Procuradoria-Geral da República admite abrir outra. No Porto, os manifestantes protestam em frente à Câmara Municipal contra o despejo de um casal sexagenário.

Manifestantes
Protestos pela habitação em Lisboa. Foto: RTP

Orçamento: o excedente esconde o buraco do Estado

O Conselho das Finanças Públicas considera "plausível" o excedente previsto pelo Governo para 2027, mas alerta para a composição do saldo: o défice da Administração Central deverá agravar-se para 2,8% do PIB, o valor mais elevado desde 2017 (excluindo os anos da pandemia).

E a Segurança Social volta a não compensar — o excedente global depende, uma vez mais, do subsector que tem contas positivas a mascarar o resto. É o mesmo padrão de anos anteriores, agora com o Estado mais no vermelho.

Assembleia da República
Debate do Orçamento na Assembleia. Foto: Jornal de Negócios

Metropolitano: greves desconvocadas

Os sindicatos desconvocaram as greves parciais de quarta e sexta-feira no Metropolitano de Lisboa. A circulação deverá funcionar sem os constrangimentos anunciados.

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